O AUMENTO DA VIOLÊNCIA NO MEIO DA JUVENTUDE

Publicado: maio 15, 2008 em Sem-categoria

Por:pastor e psicologo Eliel

 

Não é de hoje que a violência se manifesta como uma peste devastadora no seio da sociedade em toda a extensão da Terra. A Bíblia registra que a violência no campo terrestre teve o seu início no Jardim do Éden, quando o homem desobedeceu ao seu criador. Não queremos entrar em méritos teológicos sobre esta questão, mas, apenas mostrar a sua origem.

Até quero crer que Adão e Eva não eram velhos quando violaram a ordem divina: “Mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele e nem nele tocarei para que não morrais” (Gn. 3.3). Temos aqui a origem da violência sobre a terra. Mais adiante, no mesmo livro, no capítulo 4, registra um jovem irmão praticando o primeiro homicídio (Caim matando Abel).

No milhares de anos, em que se teve o acréscimo da sociedade, também se teve o acréscimo da violência. Por que os jovens partem para o caminho da violência? O que justifica o jovem (não todos) agir de forma violenta? Ser tão agressivo? Alguns fatores “justificam” essa prática, que a própria sociedade abomina. Vejamo-los:

1 – O Vazio do Coração – Quando o jovem parte para atos de violência é sinal evidente de que o seu coração está vazio de Deus. O jovem que teme a Deus, que caminha com Ele, não pratica atos violentos, se não de amor ao próprio Deus e ao próximo, a exemplos de José, Samuel, Daniel, Timóteo e etc. Há um ditado popular que diz: “Mente vazia, oficina do Diabo”. Traduziríamos melhor substituindo a palavra mente por coração; embora, entendamos que a mente é o centro do pensar do homem e que não está desligado do coração, como fonte de vida.

O vazio do coração impulsiona o jovem à práticas inaceitáveis, injustificáveis, práticas que danificam a sociedade, mas também, a sua própria identidade. Aconselho aos jovens que praticam atos de violência, que se aproximem de Deus, que O conheçam pela experiência da fé, e deixem o próprio Deus, o Deus de amor, transformar as suas vidas, em vidas tranqüilas e que produzam harmonia e paz onde estiverem inseridos. O lucro será deles e de todos.

2 – A Busca da Identidade – A psicologia nos fala de que o adolescente – jovem – vive na busca da sua própria identidade. É o período em que os hormônios afloram, provocando uma inquietude interna que se manifesta. É o tempo em que o adolescente-jovem buscam o seu grupo tentando se desligar um pouco daquilo que popularmente chamamos da “Saia da Mãe”.

No entanto, não queremos com isso justificar que o jovem seja violento, pelo contrário. Todo jovem é dotado de inteligência, capaz de discernir o bem do mal. Se a busca da identidade justificasse o jovem praticar violência, todo os jovens seriam violentos. Porém, este não é o caso. A grande maioria, é de jovens sensatos, jovens que são bem o que querem, que crêem numa manhã próspero. Está inserido na estrutura humana o auto-domínio; é só trabalhar essa realidade do dia-a-dia confiando na sua capacidade pessoal.

Os hormônios afloram, é verdade, mas, é verdade também que o domínio próprio é capaz de refreá-lo e produzir o equilíbrio necessário.

Jovem, na busca da sua identidade, seja você mesmo, seja forte, ponha um freio nos seus impulsos e trabalhe o seu equilíbrio próprio.

3 – A Falha da Educação – Não sou à favor da crueldade, da violência, do espancamento brutal. Porém, a família tem falhado brutalmente na educação. Hoje, os pais já não têm controle sobre os filhos, as rédeas se afrouxaram de tal modo que a liberdade deu lugar à libertinagem.

Entendemos que, da criança à juventude tem que haver disciplina, as rédeas não podem ser rígidas demais nem frouxas demais. Tudo precisa de um equilíbrio. A Bíblia diz: “a estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele” (Pv. 22.15).

No mundo em que estamos vivendo, tudo pode; contudo, nem tudo pode. Pais e mães precisam educar seus filhos fazendo-os entender que a vida requer disciplina e equilíbrio e, como resultado, maturidade. Uma boa educação livra o jovem dos atos violentos, prepara-os para ser homens de valor e de respeito.

Educar, é preparar para a vida; educar é transmitir valores que perdurem por toda a existência; educar, é ensinar a criança ao adolescente e ao jovem a saber escolher o bem e rejeitar o mal. A violência está arraigada ao coração do homem; mas, uma boa educação o desviará para caminhos de retidão. Ao jovem, nem ouro, nem bronze, mas, prata (o equilíbrio na formação da vida).

4 – A Falta de Oportunidades – Em todo o planeta Terra, são milhões de jovens sem oportunidades de emprego, de estudo, de projeção na vida. Não justifica os jovens se inclinarem ao mundo da violência; porém, contribui. Reconhecemos não ser fácil o jovem querer progredir na vida e não poder. Possivelmente falham as famílias, os governos. Ainda prevalece o favoritismo; ainda prevalece a chamada acepção de pessoas (o racismo). Não recordo a data em que a televisão mostrou que uma Faculdade de Medicina, em uma importante cidade de Minas Gerais cobra R$ 3.000,00 por mensalidade. Pergunto eu, que jovem pobre talvez muito inteligente, pode cursar na referida faculdade, Caso ele não tenha como se transportar a uma universidade do governo? Mas uma vez digo: não justifica estarem no mundo das drogas, da violência nas ruas, nos estádios de Futebol e, em outros lugares; porém, contribui.

É preciso ter uma base sólida da confiança em Deus, da educação no lar e da confiança pessoal, a fim de não se deixar envolver no triste mundo da violência. Sei que todo o jovem precisa ter; é bom, é necessário; contudo, é mais importante Ser.

Finalizo, dizendo aos jovens que preencham o vazio do coração com a presença do Deus vivo, que busquem a identidade com sabedoria, que lutem por uma boa educação e que aproveitem as boas oportunidades da vida – elas ainda existem. Lembrem-se jovens: se você é fraco, Deus é forte; se você é pequeno, Deus é grande. A violência é o seu túmulo antecipado. Rejeite-a como uma pessoa sensata rejeita uma dose de veneno. Jovem, olhe para você mesmo, você e forte e capaz de vencer o mundo pela fé em Cristo Jesus, o amor eterno (1Jo. 2. 14b).

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