Para refletir

Publicado: março 28, 2008 em Sem-categoria

 Por Alexandre Pedrosa

As eleições levam para o universo da vida privada questões que, para muitos, são pertinentes a vida pública e, portanto, exterior às possibilidades de interferência por parte do homem mais comum. As multidões deste país dialogaram sorrindo sobre o futebol, pois falavam do que gostam e do que sabem. As eleições, por sua vez, assunto difícil de digerir. Infelizmente, mesmo que presente em nosso cotidiano, não possui o mesmo sabor. Primeiro, pelo imenso desconhecimento sobre aquilo do que se fala. Segundo, porque muito do que se fala não é novidade para os que ouvem. Terceiro, porque o tempo se encarregou de denunciar o conteúdo anti-ético dos que falam. Quarto, porque, tristemente, a maioria do nosso povo não acredita que a fala da ética possa materializar a prática coerente com o conteúdo da fala.Destas possíveis explicações, a última é a que mais nos preocupa. É ela que tem guiado – ou “teleguiado”, se é que me entendem – o comportamento das pessoas diante dos partidos políticos. O entendimento que se formou sobre estes carrega uma mácula original, ou seja, de que expressam desonestidade pois que nunca cumprem seu programa. Além disso, a negatividade de sua imagem é decorrente tanto do desconhecimento do significado de um partido político quanto da frágil participação popular, seja nas organizações, seja nos cenários públicos.

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