Sobre as Cotas: o justo e o injusto

Publicado: março 22, 2008 em Sem-categoria

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Por: Wellington Silva.

             Sobre as cotas é pertinente destacar que o sistema em nosso país não começou nos tempos de hoje, e sim há décadas, porém no que diz respeito às cotas para negros, faz-se necessário destacar que esse povo, os afros, não vieram usurpar o que era do Brasil, não vieram dilacerar a população indígena. Eles, os afros, vieram para cá forçados, tirados de suas raízes, espremidos em barcos, os quais proliferavam doença e a fome, causa da morte de muitos destes escravizados. Nesse sentido pergunto: e os outros, os outros, os pares daqueles que criticam as cotas passaram o que para estarem aqui? Fome, sede? Será que trabalharam forçados e com fome? Será que foram açoitados? Acho que não!Por estes e outros motivos é que a população afro descendente tem muito a receber deste país, o qual por ter sido colonizado por usurpadores e europeus reflete nossa sociedade atual, não preciso dizer mais…É notório como existem batalhões de ditos “intelectuais” prontos para criticarem o sistema de cotas. Na edição da primeira semana de fevereiro da Veja, a escritora Lya Luft em seu artigo COTAS O JUSTO E O INJUSTO, escreveu: “a idéia das cotas reforça conceitos nefastos: o de que negros são menos capazes e precisam de um empurrão e o de que a escola pública é péssima e não tem salvação”, No entanto como tal digo que os negros não são burros e nossa educação pública tem jeito sim, para isto são necessárias ações competentes e uma guinada em nosso cenário político, que, diga-se de passagem, apesar de ter maioria branca, parece não ter competência ou inteligência para realizar ações eficientes e eficazes no campo educacional. E certo que precisamos de uma educação pública de qualidade, mas é também certo que precisamos de uma maior igualdade entre os povos , ou pelo menos recompensar os anos de atraso e sofrimento. Pois, assim como os deficientes tem sua cota, também devemos ter, em vista que nossa deficiência é histórica e precisa sim de um empurrãozinho, ou melhor, de um acerto de contas uma equiparação.Quero dizer que criticar é muito fácil, principalmente quando não se usa critérios, cola-se aqui e ali, argumenta-se defendendo seus próprios interesses, típico de quem é escravo de um sistema que torna as pessoas egoístas e individualistas, sem ética e sem mérito, pois são incapazes de criar soluções, e apenas, de forma ignóbil, criticam. A cada dia penso que deveríamos estar acima destes conflitos racistas e preconceituosos, mas quando me deparo com um ponto de vista como o da escritora da Veja, Lya Luft, percebo que a ignorância ou o ego de algumas pessoas ainda restringe-se ao próprio nariz.Por fim quero dizer que não tenho uma posição definida de como se dá o processo de cotas, mas tenho definido que sou contra o racismo o preconceito, e mais contra pessoas que não ponderam fatos e situações, pois a escritora comparou a situação dos afro descendentes com a dos brancos de baixa renda de origem européia aqui existentes. No entanto é percebível que fazer esta comparação é o mesmo que afirmar que no Brasil não existe favela


[1] É graduando nos cursos de Letras, História e Gestão Ambiental.

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comentários
  1. gabriela disse:

    eu estou feliz .
    porque eu vejo negro e negra lindo e linda.
    com o cabela de sua origem .
    eu não sou conta que alisa cabela mas o natural.
    todos nos ficamos mas bomito.

    este negro são negro de uma sociedade enbraquecida.
    porque a maioria do negra não tem a visão realmente de sua origem.

  2. luís lázaro santos disse:

    Sim!!A cota os negro são capaz de qualquer obstaculos msa com as fraudes e os devios de documento podemos saber por temos pocuo concorente em universidade públicas ,também ao insentivo dado pelo governo ver se a causa discriminatória de manter mos a distante de uma formação superior ,conta não que dizer menos ou mas e sim garante a dificuldade imposta somos capazer mas é preciso.

  3. E sem comentários………..

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